Iniciativa MBP16 · Uso interno

Estudo de precificação do
PPC Manager

Duas leituras completas do mesmo produto: o modelo construído internamente pela Minha Biblioteca e o modelo recomendado pela consultoria ARS Educação. Cada versão traz seus simuladores, seu racional e seu checklist de decisões pendentes.

Versão MB

Modelo interno

O estudo construído pela frente de inovação, calibrado com a tabela real de licenças da MB e com as contribuições da reunião comercial de 30/07.

  • Três modelos comparados: tier, por curso e add-on sobre a base
  • Simuladores de tier, curso, add-on e cadeiras/margem
  • Teto duplo: 35% da economia × % do contrato de acervo
  • Exceções MB: ilimitado, storage 10 GB, IA com cota diária
  • Comparativo lado a lado com a versão ARS
  • Checklist de pendências para o board
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Versão ARS

Modelo da consultoria

O modelo do Relatório Executivo da ARS Educação: pisos por pacote, Fator de Captura de Valor sobre o custo da carteira e governança de teto comercial.

  • Três pacotes: Essencial, Gestão e Inteligência
  • Preço-base = piso + (custo da carteira × fator de captura)
  • Simulador do modelo ARS com fatores de complexidade
  • Componentes: implantação, editores, storage, add-ons
  • Estratégia de lançamento, pilotos e implantação assistida
  • Checklist do que decidir se acatarmos a ARS
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Documento de trabalho interno · Minha Biblioteca · agosto de 2026
Fontes: estudo interno MBP16 · tabela de preços MB (07/07/2026) · ata da reunião preliminar de precificação (30/07/2026) · Relatório Executivo, Benchmarking Exploratório e ata de validação do modelo — ARS Educação (jul/2026).

Versão MB Modelo interno da Minha Biblioteca
Iniciativa MBP16 · decisão em aberto DA01 / AI07

Como precificar o PPC Manager

O produto está 41% construído e o modelo de negócio segue como a principal decisão pendente. Este material avalia o produto, mapeia o mercado e propõe três modelos de precificação — com simuladores para você testar cada um com os números reais da carteira.

SaaS B2BGestão de PPC para IES, integrada ao acervo
HUB MBServiço complementar à plataforma de conteúdos
6 tiersCarteira já segmentada por receita, de <R$50K a >R$1M
Diagnóstico do produto

O que estamos precificando

O PPC Manager é uma plataforma SaaS de gestão acadêmica para o ensino superior brasileiro. Ela centraliza a construção, a tramitação, a aprovação e a publicação do Projeto Pedagógico de Curso e dos planos de ensino, com conformidade MEC/INEP por padrão. O diferencial que ninguém mais tem: a bibliografia do PPC conversa direto com o acervo da Minha Biblioteca.

Conformidade por padrão

Estrutura os 15 itens obrigatórios do PPC, NDE, Colegiado e indicadores docentes. O documento sai pronto para os processos avaliativos.

Fluxo rastreável

Tramitação com evidências em cada etapa — quem fez, quando e com qual documento. Trilha auditável de ponta a ponta.

IA acadêmica

Assistente que gera e revisa seções do PPC em tom formal e com a terminologia oficial, acelerando o trabalho da coordenação.

Onde o produto se encaixa

Categorizado internamente como HUB MB, o PPC Manager é um serviço que se soma à plataforma de conteúdos. Ele resolve uma dor real das IES e cria um motivo novo para o cliente estar perto do acervo.

  • Objetivo estratégico declarado: crescimento sustentável.
  • V1 entrega cadastro, aderência e exportação; V2 traz automação, notificações e evidências.
  • Metas: automatizar 80% da revisão de ementas e manter 100% das obras citadas atualizadas no acervo.
O diferencial defensável

A bibliografia ligada ao acervo

Hoje a bibliografia dos PPCs vive desconectada do acervo: ninguém sabe, de forma automática, se as obras citadas existem e estão na edição atual. O PPC Manager cruza a bibliografia com os metadados do acervo, sinaliza lacunas e avisa quando uma edição muda.

Esse cruzamento só a Minha Biblioteca consegue fazer bem, porque depende do catálogo. É o que sustenta o preço — e o que separa o PPC Manager de qualquer software genérico de currículo.

Contexto comercial

A carteira já está segmentada

A Minha Biblioteca não parte do zero para precificar. A operação comercial já divide os clientes em faixas — e essa mesma lógica é a âncora natural para o preço do PPC Manager. Reaproveitar a segmentação existente reduz atrito de venda e conversa com a forma como os times de Farmers e Hunters já trabalham.

Tier (Farmers)Faixa de receita anual por clienteLeitura para o PPC Manager
Tier 1acima de R$ 1MGrandes grupos — venda consultiva, ticket alto
Tier 2R$ 500K – R$ 1MContas robustas — potencial de add-on relevante
Tier 3R$ 250K – R$ 499KNúcleo da carteira — bom volume de cursos
Tier 4R$ 100K – R$ 249KMédias — sensíveis a preço, valorizam automação
Tier 5R$ 51K – R$ 99KMenores — entrada por plano simples
Tier 6abaixo de R$ 50KCauda longa — self-service / plano de entrada
Hunters — novos negócios

Segmentação por perfil de conta

  • Grandes contas privadas (acima de 1.000 alunos)
  • Grandes contas públicas (acima de 1.000 servidores/alunos)
  • Pequenas contas privadas e públicas (abaixo de 1.000)
  • Ensino técnico
  • Corporativo
O que isso diz sobre o preço

Três implicações diretas

  • O corte em 1.000 alunos separa a lógica de venda: enterprise consultivo x plano padronizado.
  • Faixas por receita permitem preço proporcional ao tamanho — sem tabela nova.
  • Público, privado, técnico e corporativo têm ciclos de compra distintos; o modelo precisa acomodar todos.
Cenário competitivo

Com quem o PPC Manager conversa no mercado

Não existe um concorrente que faça exatamente o mesmo — a ligação bibliografia-acervo é única, e o benchmarking exploratório da ARS Educação (24/07/2026) não encontrou equivalência integral em fontes públicas. Mas há vizinhanças de mercado cujos modelos de cobrança servem de referência.

Prioridade de aprofundamento — ARS

Soluções regulatórias nacionais iRegra comercialTratar como concorrentes indiretos por proximidade de dor, não como equivalentes integrais. Não posicionar o PPC Manager como "sistema regulatório genérico" para não cair na mesma categoria delas.

As referências mais próximas da dor acadêmico-regulatória. Nenhuma tem a integração ao acervo digital como elemento central — esse segue sendo o diferencial proprietário da MB.

Radar SABREObi Regul_Ação
Leitura ARS: Radar SABRE tem sinais públicos de IA aplicada (organização de dados, padronização de evidências, alertas). Obi Regul_Ação enfatiza gestão regulatória, histórico e evidências, sem comunicação explícita de IA como funcionalidade central. Ambas usam venda consultiva (especialista + proposta personalizada) — reforça não usar preço de tabela pública como âncora.
Adjacentes

Planejamento, conteúdo e produtividade acadêmica

Tangenciam parte da dor (planejamento, conteúdo, avaliação) mas não substituem a gestão do PPC.

Qstione / Sistema PlanejeDelinea EdTechDeduca
Leitura ARS: úteis para observar linguagem comercial e empacotamento — não como preço-âncora.
Vizinhança A

ERPs e sistemas acadêmicos (Brasil)

Sistemas de gestão que tangenciam currículo, ementas e conformidade. Já estão dentro das IES — podem ser barreira ou fonte de integração futura, não concorrente direto automático.

TOTVS EducacionalLyceumJACADGenneraMentor Web/EdusoftSophiA
Como cobram (padrão do setor): licença anual por módulo + preço que escala com porte da IES, geralmente com setup e suporte à parte.
Vizinhança B

Gestão de currículo e acreditação (global)

Software dedicado a currículo, catálogo, planos de ensino e evidências para acreditação — inspiração de arquitetura e roadmap, não âncora de preço no Brasil.

KualiCoursedogCourseLeafWatermarkModern CampusSimple SyllabusLegantoTalis AspireeReserve PlusEBSCO FOLIO
Como cobram (padrão do setor): assinatura anual negociada por porte (nº de programas/cursos ou FTE de alunos); contratos plurianuais e cobrança por módulo.
Vizinhança C

Acervo e conteúdo digital

O terreno da própria Minha Biblioteca. Reforça a camada bibliográfica, mas não substitui a gestão do PPC — a integração deve ser diferencial, não definição única da solução.

Minha BibliotecaBiblioteca Virtual (Pearson)Plataforma AeLivro
Como cobram (padrão do setor): assinatura por número de alunos/acessos, ou transacional por título; o preço acompanha o tamanho da base de usuários.
Invisível

O processo manual da própria IES

Segundo a pesquisa ARS (45 respondentes), é o concorrente prático mais usado hoje — e o principal risco de adoção, não só de venda.

Word/PDF — 82,2%Pastas compartilhadas — 80,0%Reuniões/atas — 73,3%Planilhas — 60,0%E-mails — 51,1%
Leitura ARS: em pico de trabalho (avaliação externa, reconhecimento/renovação), a equipe tende a voltar ao meio conhecido se a implantação não vier acompanhada.
Outros exemplos de soluções

Articulate Rise 360 iUso internoNão é concorrente direto do PPC Manager — categoria é authoring tool (criação de curso/microlearning). Serve como referência de patamar de preço, não de produto.

Não compete diretamente pela mesma dor (não tem aderência MEC, não ajuda o PPC, não tem bibliografia). Mas é a melhor referência de preço para o padrão "EdTech premium por usuário" — útil como teto comparativo de percepção de valor quando o comercial for justificar um plano Institucional bem posicionado.

Corporate: ~R$ 9.000–10.000/usuário/anoEducação: ~R$ 6.000–7.200/usuário/ano
Fonte: preço público do fornecedor (US$ 1.086–1.749/usuário/ano, convertido) — origem: benchmark interno informal. Diferente das demais referências desta seção, este preço é verificável publicamente.
Sobre as fontes. Nomes e categorias acima vêm do Benchmarking Exploratório da ARS Educação (24/07/2026, fontes públicas e rastreáveis). Os padrões de cobrança seguem sendo indicativos — não há preço público confirmado para nenhum deles, o que a própria ARS trata como achado metodológico (ausência de preço = sinal de venda consultiva). Confirme faixas de valor com o time comercial antes de fechar tabela.
A proposta central

Três modelos para precificar

Cada modelo prioriza um objetivo diferente. Não são só tabelas distintas — levam a resultados comerciais distintos. Um combina bem com a base atual; outro acompanha o valor entregue; o terceiro puxa adoção rápida. A recomendação, ao final, é combiná-los.

1

Assinatura por tier iRegra comercialUse o tier de receita só como guia de recomendação ao apresentar o plano. O nome e o conteúdo do plano seguem o escopo funcional (Essencial/Gestão/Inteligência) — não venda "o plano do Tier 3", venda "o plano que organiza a bibliografia" ou "o que também governa o processo".

Good · Better · Best alinhado à carteira

Três planos (Essencial, Profissional, Institucional) com limites crescentes de cursos, usuários, uso de IA e evidências. O plano indicado acompanha o tier do cliente.

Por que faz sentido
  • Receita previsível (ARR) e fácil de orçar.
  • Reaproveita a segmentação que o comercial já usa.
  • Pode cobrar de menos de quem tem muitos cursos.
ExemploEssencial para Tiers 5–6, Profissional para 3–4, Institucional (consultivo) para 1–2. Cada plano com preço-base anual fixo.
Referência: modelo dominante em SaaS B2B (Good-Better-Best; Harvard Business Review, 2018) e o padrão de ERPs acadêmicos da Vizinhança A.
2

Preço por curso / PPC iRegra comercialNunca cote o preço por curso isoladamente sem checar o teto duplo (seção "Base de valor" abaixo): 35% da economia estimada e um percentual do contrato de acervo da IES — vale o menor dos dois.

Baseado em uso — a unidade de valor

Cobra-se por curso ou PPC ativo gerido na plataforma, com desconto por volume. Quem tem 20 cursos paga menos que quem tem 200 — na exata medida do valor recebido.

Por que faz sentido
  • Preço proporcional ao valor; entrada de baixo atrito.
  • Cresce sozinho quando a IES cadastra mais cursos.
  • Receita menos previsível; exige medir uso com clareza.
ExemploR$ 1.200 por curso/ano, caindo para R$ 800 acima de 50 cursos e R$ 600 acima de 150. Piso mínimo por contrato.
Referência: precificação por unidade (por programa/FTE) da Vizinhança B e a tendência de usage-based pricing em SaaS (OpenView SaaS Benchmarks).
Recomendado como base
3

Add-on na base MB iRegra comercialSó é elegível quem já tem contrato de acervo ativo. Exceção: cliente que migrar para o plano ilimitado de licenças da MB recebe o PPC Manager sem custo — não ofereça isso fora dessa migração (ver seção Exceções).

Attach + land-and-expand

O PPC Manager entra como acréscimo ao contrato de acervo já existente — um percentual do contrato ou um valor fixo por tier. Aproveita o maior ativo: a base instalada de clientes que já têm o acervo.

Por que faz sentido
  • Custo de aquisição baixo — cliente já é da casa.
  • Reforça a retenção do acervo (o moat trabalha a favor).
  • Amarra a percepção de preço ao contrato principal.
Exemplo+12% sobre o contrato anual de acervo, ou valor fixo por tier. Versão básica gratuita para clientes MB, recursos de IA e evidências no pago.
Referência: estratégia clássica de expansão/attach em SaaS (net revenue retention; land-and-expand) — o mesmo racional de add-ons e módulos de plataforma.
Camada que atravessa os três modelos

As cadeiras: quem paga e quem é gratuito

Em qualquer um dos três modelos existe uma segunda pergunta: quem, dentro da IES, ocupa uma cadeira — e qual delas gera receita. Se toda cadeira de professor for gratuita, um cliente com 1 coordenador e 200 professores paga por uma cadeira e custa infraestrutura de 201. A saída é separar as cadeiras por papel e isolar o custo que realmente pesa.

Editor · paga

Coordenador, Admin e Regulatório com edição. Criam e tramitam o PPC, editam a matriz e exportam. É a cadeira que gera valor — e a que ancora o preço.

Colaborador · grátis até um limite

Professor. Preenche os planos de ensino dos seus componentes. Gratuita dentro de uma proporção por editor; acima disso, entra um pacote de colaboradores ou o cliente sobe de plano.

Leitor · grátis

Visualizador MEC, CS e auditoria externa. Só consultam o que já foi publicado. Nunca ocupam cadeira paga.

O ponto que resolve o custo

O que pesa não é a cadeira — é a IA

Login e armazenamento por professor custam pouco e são previsíveis. O custo que dispara com o volume é a geração por IA. Por isso a cadeira de professor pode ser gratuita para preencher planos, enquanto a IA entra como cota do plano, com excedente medido.

No cenário de 1 coordenador e 200 professores, os 200 preenchem planos sem gerar custo relevante; só a IA — o custo real — fica limitada e é cobrada quando passa da cota. Você regula a margem com duas alavancas: a proporção de cadeiras por editor e a cota de IA.

Como cada modelo trata as cadeiras

  • Modelo 1Cada plano inclui um número de editores + uma proporção de professores por editor + cota de IA. Tier maior, proporção e cota maiores.
  • Modelo 2Cada curso já inclui os professores dos seus componentes (uso justo) e uma cota de IA proporcional ao número de cursos.
  • Modelo 3Editores e proporção de professores dimensionados pelo tier de acervo — quem tem contrato maior acomoda mais cadeiras.
Referência: modelo de cadeiras editor-paga / colaborador-leve (ex.: editores pagos e leitores gratuitos em ferramentas de colaboração) combinado com metering do custo variável real (IA).
O porquê do número

Base de valor: quanto a IES economiza

Antes de escolher um modelo, vale ancorar o preço no valor entregue. O Gerenciador de PPC substitui horas de revisão manual de bibliografia e reduz risco regulatório. O preço deve capturar uma fração dessa economia — nunca ficar acima dela.

De onde vem a economia — por perfil

Premissas ilustrativas por curso, por ano. Cada perfil envolvido no PPC tem sua própria carga horária e seu próprio ganho — a soma é a economia real que sustenta o preço.

PerfilHoras/curso/anoReduçãoCusto-horaEconomia/curso/ano
Coordenação + NDE~20 h~70%R$ 100R$ 1.400
Corpo docente iUso internoTempo de revisão de ementas/bibliografia por componente curricular, reduzido pela atualização automática do acervo.~8 h~50%R$ 120R$ 480
Biblioteca (curadoria)~6 h~80%R$ 90R$ 432
Total por curso/ano≈ R$ 2.312

Fora da conta ainda ficam consultorias regulatórias evitadas e o risco mitigado em avaliação — o valor real tende a ser maior. Ajustável no simulador de cadeiras.

Confirmado por pesquisa real (ARS, 45 respondentes, jul/2026): a premissa de ~34h totais acima é conservadora. Entre 36 respondentes que estimaram horas, 33 relataram mais de 30h por curso/PPC e 21 relataram 81h ou mais. Por porte: IES com mais de 80 cursos chegam a ~220h/curso/PPC; universidades, ~202h. Quanto mais gente envolvida no processo (é multiator: coordenador 97,8%, NDE 91,1%, PI/Regulação 62,2%, docentes 55,6%, biblioteca 44,4%), maior o total. Use a tabela acima como piso defensável e esses números reais como teto de argumentação em contas maiores/mais complexas — nunca o contrário.

Por que a IES ainda vai voltar pro Word se não tiver ajuda iRegra comercialNos primeiros clientes e Key Accounts, ofereça implantação assistida como investimento — não como desconto permanente de preço.

A mesma pesquisa mostra a concorrência invisível em números: Word/PDF 82,2%, pastas compartilhadas 80,0%, reuniões/atas 73,3%, planilhas 60,0%, e-mails 51,1%. A ARS destaca isso como risco de adoção, não só de venda: em pico de trabalho, a equipe tende a voltar ao meio conhecido se a solução não vier acompanhada.

Recomendação da ARS: prever implantação assistida / suporte consultivo inicial nos primeiros clientes e Key Accounts — tratado como investimento de adoção e aprendizagem, com prazo definido, não como gratuidade permanente.

Fonte: Benchmarking Exploratório ARS Educação, 24/07/2026 — pesquisa exploratória com 45 respostas (não estatisticamente representativa, mas indicativa).

A regra de captura

O preço saudável fica numa faixa de 15% a 35% da economia anual estimada. Abaixo disso, deixamos valor na mesa; acima, o preço começa a encontrar resistência; acima da própria economia, não há caso de compra.

0%15%35%100% da economia

Essa regra vale para qualquer modelo — por curso, por porte, add-on ou híbrido.

Os preços por curso hoje em estudo (R$ 600–1.200) capturam bem mais que 35% desta economia. Ou o valor está subestimado, ou o preço por curso precisa baixar. É um dos pontos a fechar com a ARS.
Origem: lógica de captura de valor do estudo interno (ARS Educação) — incorporada aqui como critério de sanidade sobre os modelos.

Teto duplo — o número que vale é o menor iRegra comercialTodo preço final — de qualquer modelo — precisa respeitar os dois tetos abaixo ao mesmo tempo. Nunca cotar acima do menor deles.

Além da economia de horas, o preço do PPC Manager também não pode pesar demais sobre o contrato de acervo que a IES já paga. Os dois tetos correm em paralelo — o menor manda.

Teto pela economia (35%)
Teto pelo acervo (%)
Teto aplicado (o menor)
Ferramenta de decisão

Simuladores dos três modelos

Todos os valores abaixo são editáveis. Ajuste com os números reais da carteira para ver o preço por cliente e o potencial de receita de cada modelo. Nada aqui é gravado — é um rascunho para explorar cenários.

Faixas de corte: Essencial até 25 cursos · Profissional de 26 a 100 · Institucional acima de 100. Ajuste os preços conforme a leitura de valor por tier.

Essencial iUso internoEquivale ao "PPC Essencial | Organiza" da ARS. IA embutida no plano, não é add-on à parte (com limite de uso diário — ver Exceções).

/ano
  • Editor de PPC + planos
  • Exportação DOCX/PDF
  • Aderência básica ao acervo
Recomendado para este porte

Profissional iUso internoEquivale ao "PPC Gestão | Governa" da ARS. Não cotar acima do teto duplo (35% da economia × % do contrato de acervo) — checar na seção Base de valor.

/ano
  • Tudo do Essencial
  • IA acadêmica
  • Notificações de edição
Recomendado para este porte

Institucional iUso internoVenda consultiva (Tiers 1–2). Aponta para o horizonte "PPC Inteligência" da ARS — não prometer funcionalidades de roadmap como disponíveis hoje.

/ano
  • Tudo do Profissional
  • Evidências regulatórias
  • Multi-campus + suporte
Recomendado para este porte
Plano indicado
Selecione o número de cursos
Preço por curso equivalente
Preço anual do plano

Desconto automático por volume: preço cheio até 50 cursos · −20% de 51 a 150 · −40% acima de 150. O contrato nunca fica abaixo do piso mínimo.

Contrato anual estimado
Preço por uso, com desconto de volume
Faixa de volume aplicada
Preço efetivo por curso
Antes do desconto
Contrato anual (após piso)
Economia anual da IES
Fração da economia capturada

Comparação: no modelo por curso, o valor sobe e desce com o número real de cursos da IES — diferente do plano fixo, que agrupa faixas inteiras num único preço.

Receita incremental por tier = nº de clientes × ticket médio de acervo × attach × adoção. Os números abaixo são ilustrativos — substitua pelos reais da carteira.

TierClientesTicket médio/ano
Receita incremental potencial (ARR)
Se a base adotar nas taxas definidas ao lado

Este é o modelo com maior alavanca de curto prazo: o cliente já está na casa, então o custo de aquisição é baixo e cada ponto de adoção vira receita direta.

Os custos abaixo são premissas de infra e IA — ajuste com os números reais. A margem fecha regulando duas alavancas: a proporção de cadeiras por editor e a cota de IA.

Margem anual das cadeiras
Receita de cadeiras menos custo de infra e IA
Professores inclusos (grátis)
Professores excedentes
Pacotes de colaboradores
Receita de cadeiras
Custo de infra + IA
Margem

Síntese

A recomendação: comece pelo attach, expanda por uso

Os três modelos não competem entre si — funcionam melhor em sequência. Use o add-on para entrar rápido na base instalada, ancore o preço num plano por tier para dar previsibilidade e deixe o componente por curso capturar o crescimento de quem usa mais.

FASE 1

Entrar pela base iRegra comercialFreemium é só para clientes de acervo já ativos. Não usar como isca para novos logos sem acervo.

Add-on ao contrato de acervo (Modelo 3), com freemium de entrada: 1 curso grátis para clientes MB e cobrança a partir do 2º. Gatilho de upsell no 2º curso ou na exportação de evidências em lote.

FASE 2

Ancorar o valor iRegra comercialTodo preço cotado nesta fase passa pelo teto duplo: 35% da economia estimada e um percentual do contrato de acervo — vale o menor.

Empacotar em planos por tier (Modelo 1) para dar previsibilidade de receita e uma tabela clara que o comercial vende sem fricção.

FASE 3

Expandir por uso iRegra comercialMigração para o plano ilimitado de licenças da MB zera o custo do PPC Manager — comercial deve sinalizar isso como benefício da migração, não anunciar como desconto à parte.

Cobrança por curso/PPC (Modelo 2) como camada de expansão: quem cresce em cursos paga proporcionalmente, sem renegociar tudo.

Para fechar a estratégia

O que preciso saber de você

Estas respostas mudam os números e o próprio desenho da tabela. Com elas, ajusto os simuladores e proponho a tabela final.

O PPC Manager será vendido só para clientes de acervo ou também avulso?Se for só attach, o Modelo 3 é a espinha dorsal. Se for avulso para captar novos logos, precisamos de uma tabela standalone forte.

Qual o objetivo prioritário nos primeiros 12 meses?Maximizar adoção e cases (KR2 pede 2 cases) puxa para preço baixo/gratuito na base; maximizar ARR puxa para ticket cheio.

Quantos clientes há por tier e qual o ticket médio real de acervo?Sem isso, o simulador de attach roda com números ilustrativos. Com os reais, ele vira uma projeção de receita confiável.

A versão básica pode ser gratuita para clientes MB — e para quem?É a alavanca mais forte de adoção e de retenção do acervo. Decisão em aberto no estudo interno: freemium para toda a base MB ou só para contas estratégicas. Precisa caber na margem do serviço.

Vamos cobrar setup/implantação e uso de IA à parte?Muda a estrutura: preço de entrada menor com serviços e consumo cobrados por fora, ou tudo incluído no plano.

Regras especiais

Três exceções a considerar no estudo

Pontos levantados internamente que não vêm dos simuladores acima e precisam constar como regras de exceção na tabela final.

1Gratuidade no plano ilimitado

Clientes que migrarem para o plano de licenças ilimitado da Minha Biblioteca (acervo liberado para todos os períodos/alunos) recebem o PPC Manager sem custo adicional.

Já foi discutida com Renato como hipótese, mas ainda não fechada oficialmente — trate como diretriz a confirmar, não como regra final.
Recomendação da ARS (benchmarking 24/07): tratar como política estratégica controlada, não gratuidade permanente — registrar escopo, prazo de vigência, indicadores de acompanhamento e um preço de referência (o que o PPC "valeria" fora da promoção), para poder encerrar ou revisar a condição depois.

2Storage de upload limitado

Limite de 10 GB de armazenamento por instituição para upload de documentos/evidências dentro do PPC Manager. Acima disso, a IES é orientada a vincular um repositório externo (Google Drive, OneDrive) em vez de contratar mais storage.

Alinhado com a ARS: a consultoria já sugeriu incluir X GB por pacote com limitação, cobrando adicional só sob demanda — aqui fixamos o número em 10 GB como teto padrão.

3Plugin de IA como add-on iRegra comercialNunca vender IA "ilimitada". O limite diário é o que permite manter o add-on barato — é ele que paga o custo de infraestrutura de IA sem precisar embutir uma margem de segurança alta no preço.

Recurso de IA para apoio à construção do PPC entra como percentual sobre a assinatura — no mesmo padrão que a MB já usa hoje para o add-on "Aplicativo" (+15% sobre a licença) — em vez de um valor fixo novo. Sugestão de partida: +10% a +12% sobre o valor do plano.

Escopo confirmado: a IA gera e revisa conteúdo do próprio documento — ementas, textos do PPC, sugestões de ajuste e validação de coerência — não é só busca/curadoria de bibliografia. Isso aproxima o produto (num escopo mais estreito e regulado) do território de "IA para criação de conteúdo" do Articulate Rise; vale usar isso no discurso comercial como diferencial: a IA aqui já entrega o texto dentro do fluxo regulatório certo, dentro do mesmo produto que sustenta a bibliografia.

Como funciona o limite diário

0uso típico~20 interações/dialimite diário

Até o limite diário incluído no add-on, o uso é livre. Ao atingir o teto, a conta entra numa fila de espera até o próximo dia — sem cobrança surpresa e sem custo de infraestrutura correndo solto. Só em planos maiores (Institucional) o limite sobe ou vira sob consulta.

Exemplo didáticoIES com plano Profissional paga +11% sobre a assinatura anual pelo add-on de IA. O time gera/revisa ementas e textos do PPC com ~20 interações de IA por conta por dia — o suficiente para o uso normal de construção/revisão. Picos de uso (ex.: época de avaliação) esperam a virada do dia ou pedem upgrade pontual.
Continua divergindo em parte da recomendação final da ARS (que sugeriu IA embutida, sem cobrança à parte). O formato percentual + limite diário é o jeito de manter essa exceção coerente com o padrão de preço já praticado pela MB — vale alinhar com a ARS antes de formalizar.
Playbook comercial

Defesa do diferencial do produto

Argumentos extraídos da análise preliminar da ARS Educação (reunião de 17/07/2026) para sustentar o diferencial do PPC Manager em conversas comerciais, de CS e em eventuais objeções de preço.

1. Não é documento, é ciclo de vida

O PPC Manager não entrega "um PPC pronto" — ele sustenta a construção, revisão, aprovação e atualização contínua do projeto pedagógico, com histórico e versionamento. Isso muda a régua de comparação: o concorrente não é um gerador de documento, é o processo manual inteiro.

2. O diferencial é a bibliografia viva

A integração nativa com o acervo da Minha Biblioteca é o único ponto que nenhum concorrente reproduz: atualização e substituição de obras, identificação de lacunas bibliográficas e consistência entre matriz curricular, componentes e bibliografia — tudo isso depende de ter um catálogo por trás.

3. A concorrência real é invisível

O benchmarking da ARS não achou equivalência integral em nenhuma plataforma. A concorrência de fato é Word, planilhas, Drive, e-mail e processo manual — não outro software. Isso justifica vender contra o retrabalho e a dispersão de documentos, não contra uma feature de concorrente.

4. Dores "ancestrais" que já resolve hoje

Mesmo na maturidade atual, o produto já ataca dores estruturais: dispersão de documentos entre perfis, versionamento conflitante, bibliotecários fora do processo e acervo desatualizado — esta última penalizada diretamente em avaliação.

5. Potencial de governança — falar de futuro com cuidado

Existe um potencial "inédito" de a plataforma virar uma camada de governança regulatória (matriz de coerência acadêmica, motor regulatório versionável, Sala do Avaliador, riscos e planos de ação, IA/analytics). É argumento de roadmap, não de contrato: evitar caracterizar o produto hoje como plataforma regulatória ampla — o próprio cuidado estratégico levantado pela ARS.

6. Venda consultiva, não pitch transacional

A recomendação da ARS é vender pelo relacionamento e fidelização do contrato de acervo, com apelo acadêmico-pedagógico — possivelmente puxado por CS mais do que pelo comercial tradicional, à semelhança dos workshops sem apelo comercial já testados com sucesso.

7. A Sabre entra antes — essa é a fraqueza a atacar iUso internoFonte: benchmark interno (não verificado como a ARS). Trate como hipótese de time, não como dado de mercado fechado.

Consultorias regulatórias (Sabre/Radar SABRE) participam da decisão antes da MB — na criação do curso e na revisão curricular, inclusive influenciando a escolha da própria biblioteca digital depois. A MB hoje entra depois, quando a bibliografia já foi definida. Reposicionar o PPC Manager como entrada mais cedo na conversa (diagnóstico, não só execução) ataca diretamente esse ponto.

8. Reposicionar a narrativa: de biblioteca para infraestrutura acadêmica iUso internoMesma ressalva de fonte do item 7 — validar tom com a ARS antes de usar externamente, para não contradizer o cuidado estratégico de não virar "sistema regulatório amplo".

Sugestão de reposicionamento: sair de "Biblioteca Digital" e comunicar o conjunto (acervo + PPC Manager) como "infraestrutura de sustentação do PPC, da qualidade acadêmica e da conformidade MEC". Frase de battlecard direta contra consultorias: "a consultoria ajuda a desenhar o PPC; a MB ajuda a comprovar que ele está vivo." Amplia o ticket percebido e aproxima a conversa de reitoria/pró-reitoria acadêmica — desde que a execução continue com o cuidado da ARS de não prometer escopo regulatório amplo.

Fonte dos itens 1–6: análise preliminar da ARS Educação (reunião de 17/07/2026, anexo 2) e transcrição da devolutiva (anexo 1) — pesquisa formal, com fontes públicas e metodologia declarada. Fonte dos itens 7–8: benchmark interno informal (Sabre x Rise x Orbit), sem metodologia declarada nem preços verificados — usar como hipótese de discussão, não com o mesmo peso da ARS. Não inclui ainda a validação de valores de licença — ver seção de Exceções acima e a nota de precificação abaixo.
MB × ARS

Onde a nossa versão diverge da ARS

Comparação direta entre o modelo interno e o recomendado pela consultoria. Onde há conflito, a decisão precisa subir para o board — os itens marcados em vermelho estão no checklist abaixo.

TemaVersão MB (interna)Versão ARS (consultoria)Situação
Modelo principal Add-on sobre o contrato de acervo (~12%) como hipótese principal; tier e preço por curso como alternativas. Assinatura anual por pacote: piso + (custo da carteira × Fator de Captura). Não usa o contrato de acervo como base de cálculo. Bases de cálculo diferentes.Conflito — decidir
Nome dos pacotes Essencial · Profissional · Institucional (nomes por porte de cliente). PPC Essencial (Organiza) · PPC Gestão (Governa) · PPC Inteligência (Analisa e integra) — por escopo funcional. Estrutura de 3 níveis é igual; só a nomenclatura difere.Divergência leve
Valores de referência Tier: ~R$ 9k / 28k / 72k por ano. Por curso: R$ 600–1.200/curso/ano. Pisos: R$ 12k / 18k / 27k por ano (equivalente a 2 PPCs). O preço final sobe com o nº de cursos e a complexidade. O preço/curso da ARS cai em R$ 600–900 — bate com a nossa faixa.Convergem
Régua de captura 15% a 35% da economia anual estimada. Fator de Captura = redução operacional × captura MB: 5,00% / 9,00% / 13,75% aplicado ao custo da carteira. Lógicas distintas, mas ambas capturam fração do valor gerado.Divergência de método
Teto comercial Teto duplo: 35% da economia e % do contrato de acervo — vale o menor. Não superar o valor do contrato principal de acervo. Teto incide só sobre a assinatura, não sobre implantação e editores. Mesma premissa de guardrail.Convergem
Cobrança por usuário Limite de usuários por plano; simulador de cadeiras cobra por professor incluso. Franquia de editores por faixa de cursos; visualizadores nunca cobrados individualmente. Erik e Ota concordaram com a ARS: acesso não pode ser gargalo.Ajustar MB
Gratuidade p/ ilimitado Cliente que migra para licenças ilimitadas ganha o PPC Manager. Freemium só para diagnóstico/demonstração parcial — nunca o núcleo. Condição sem cobrança deve ser temporária e documentada. Erik também foi contra a gratuidade automática: reservar como alavanca de retenção anti-churn.Conflito — decidir
Setup / implantação Tabela MB já pratica setup fixo de R$ 3.900 no acervo. Implantação cobrada à parte, só no ano 1. Recomenda registrar a isenção do setup como alavanca de negociação (ex.: contrato de 3 anos). Erik: cobrável, mas usado como moeda de troca.Convergem
IA Add-on percentual (+10–12%) com cota diária de uso. IA embutida no pacote Inteligência (não é add-on avulso); é o que justifica o fator de captura maior (13,75%). Erik apoia a cota diária (interrompe o fluxo e incentiva upgrade).Conflito — decidir
Armazenamento Limite de 10 GB; orientar uso de Drive/OneDrive; não vender pacotes adicionais. Franquia inclusa + excedente cobrado como expansão. Alerta: uso regulatório amplo pode explodir o volume (ex.: 30 mil documentos numa avaliação de Medicina). MB quer simplicidade; ARS alerta para o risco estrutural.Divergência
Medicina / área CINE Erik: não criar preço diferenciado para Medicina — são os melhores contratos e a sobretaxa empurraria para o processo manual. Área CINE é fator de complexidade que aumenta o custo estimado do PPC e, portanto, o preço. Contradição direta entre a diretriz comercial e o modelo técnico.Conflito — decidir
Regra de penetração Proposta do Erik: % de cursos liberados no PPC Manager = % do alunado contratado em licenças. Não contemplada — o modelo ARS parte da carteira de cursos contratada, sem vínculo com a cobertura de licenças. Ponto de maior relevância estratégica da reunião de 30/07; ainda não validado com a ARS.Pendente com a ARS
Venda standalone Não priorizar: ticket não paga estrutura comercial dedicada; serve como porta de entrada para o acervo. Priorizar clientes atuais da MB na primeira etapa. Mesma direção.Convergem
Lançamento Fases: entrar pela base → ancorar valor → expandir por uso. Piloto controlado com 2–3 IES de perfis distintos, implantação assistida e critérios de conversão definidos antes. ARS é mais específica e operacional.Compatíveis
Leitura geral: os dois modelos convergem no essencial — arquitetura de 3 níveis, guardrail do acervo, venda consultiva e foco na base atual. As divergências reais são quatro: a base de cálculo do preço (acervo × carteira de cursos), a gratuidade para ilimitados, o tratamento da IA e a diferenciação por área CINE. A regra de penetração de licenças do Erik é adicional e ainda não passou pela ARS.
Para a reunião de board

Pendências para tomada de decisão

Consolidação de tudo que ainda não foi deliberado — da ata da reunião preliminar de precificação (30/07), das perguntas em aberto do estudo interno e dos conflitos com a ARS. Marque os itens conforme a decisão for tomada.

0/0decisões tomadas

Bloco 1 · Modelo comercial — o que precisa ser deliberado

Qual será o modelo oficial de cobrança?
Add-on sobre o contrato de acervo (hipótese principal da MB), assinatura por pacote com piso + captura (modelo ARS), ou um híbrido. Define toda a tabela e o discurso comercial. Sem isso, nada mais fecha.
BloqueanteRenato + ErikAta 30/07 · ARS
Aprovar ou rejeitar a regra de penetração de licenças (proposta do Erik)
Vincular o % de cursos liberados no PPC Manager ao % do alunado contratado. Transforma o produto em alavanca de expansão do acervo e evita que contrato pequeno dê acesso irrestrito. Foi o principal avanço da reunião de 30/07 e ainda não foi levado à ARS.
Alta relevânciaBoard + ARSAta 30/07 · item 8.8
Definir o percentual do add-on, se esse for o modelo
O exemplo inicial usou ~12% sobre o contrato anual de acervo, mas as simulações consideraram faixas superiores. Equilibrar captura de valor e aderência comercial.
ComercialAta 30/07 · item 5.3
Como calcular o acesso em grupos educacionais e cobertura parcial
Instituições com múltiplas mantidas, unidades e cobertura parcial de licenças. Depende diretamente da decisão sobre a regra de penetração.
Comercial + ProdutoAta 30/07 · perguntas em aberto
Alinhar aquisição, renovação e expansão desde a primeira proposta
Uma condição comercial criada na aquisição não pode inviabilizar a gestão futura da conta. Farmer e Hunter podem precisar de abordagens diferentes mesmo com modelo único.
Lucas (Farmer) + Cauê (Hunter)Ata 30/07 · item 9

Bloco 2 · Conflitos com a recomendação da ARS

Política oficial para clientes de plano ilimitado
A hipótese de gratuidade automática foi contestada por duas fontes: Erik (reservar como alavanca anti-churn em contas grandes) e a ARS (freemium só para diagnóstico, nunca o núcleo). A ata registra a ação de confirmar oficialmente com Renato.
ConflitoRenatoAta 30/07 · itens 8.6 e 12
IA: add-on cobrado à parte ou embutida no pacote?
A MB propôs add-on percentual com cota diária; a ARS embutiu a IA no pacote Inteligência — é justamente ela que sustenta o fator de captura maior (13,75%). Cobrar à parte e manter o fator alto seria cobrar duas vezes pela mesma capacidade.
ConflitoProduto + ComercialARS · Ata 30/07 · item 8.1
Diferenciar preço por área CINE (incl. Medicina)?
Erik recomendou não criar sobretaxa para Medicina — são os melhores contratos e a sobretaxa empurraria a IES a manter o processo manual justamente no curso mais crítico. Mas a área CINE é um dos dois fatores de complexidade centrais do modelo ARS. Aceitar o modelo ARS sem esse fator muda o cálculo.
ConflitoErik + ARSAta 30/07 · item 8.3
Confirmar a isenção de setup como alavanca de negociação
Prática comum em LMS: isentar o setup em contratos mais longos (ex.: 3 anos). A ARS incluiu isso no relatório como recomendação a confirmar pela diretoria comercial. Erik concorda: cobrável, mas usado como moeda de troca — sem tratar essa receita como recorrente no planejamento.
Diretoria comercial + RenatoAta validação ARS · item 8.5
Cobrança de editores: adotar a franquia por faixa de cursos da ARS?
A ARS propõe franquia de editores por faixa de cursos, com visualizadores nunca cobrados individualmente — posição que o próprio Ota defendeu na reunião ("o acesso não pode ser um gargalo"). Nosso simulador de cadeiras ainda cobra por professor.
Produto + ComercialARS · Ata validação

Bloco 3 · Produto e escopo de lançamento

Confirmar o escopo funcional efetivamente disponível no lançamento
A ARS insiste que não se anuncie o que ainda está em roadmap. Precisamos travar o que está homologado hoje (cadastro, aderência, exportação) versus o que é evolução (automações, notificações, evidências regulatórias).
BloqueanteCésar (Tech) + ProdutoARS · recomendação 2
Quais funcionalidades separam de fato Essencial, Gestão e Inteligência
Sem essa fronteira clara, os três pacotes não se sustentam comercialmente e o cliente não entende por que subir de nível.
ProdutoAta 30/07 · perguntas em aberto
Definir o limite de armazenamento e o que fazer com o excedente
Proposta MB: 10 GB com orientação para Drive/OneDrive, sem vender pacotes adicionais (Erik: receita incremental pequena diante da complexidade operacional). Alerta da ARS: com evolução para uso regulatório amplo, o volume pode explodir — em uma avaliação de Medicina foram citados 30 mil documentos.
César (Tech) + ComercialAta 30/07 · item 8.7 · ARS
Estabelecer custos reais de IA, infraestrutura, cadeiras e armazenamento
O risco econômico não é o número de usuários, é o consumo de tokens de IA e infraestrutura: um único editor com centenas de professores pode gerar custo acima da margem prevista. Sem esses custos, a margem dos simuladores é hipótese.
BloqueanteEquipe de projetoAta 30/07 · itens 7 e 12
Definir a franquia diária de IA por plano
Erik recomendou cota diária em vez de mensal: a limitação diária interrompe o fluxo no momento do uso e aumenta o incentivo ao upgrade; na mensal, o cliente concentra o uso e posterga a migração. Falta definir o número por plano.
ProdutoAta 30/07 · item 8.1

Bloco 4 · Dados e operacionalização

Levantar os dados reais da carteira
Quantidade de clientes por tier, cursos por cliente, percentual total de alunado e percentual efetivamente contratado. É o insumo que falta para sair de simulação e chegar a tabela. Também é pré-requisito da regra de penetração do Erik.
BloqueanteEquipe responsávelAta 30/07 · item 12
Transformar o simulador em ferramenta comercial com dados reais por carteira
A ARS também recomenda incorporar a metodologia à ferramenta de simulação e aplicar dados reais antes de qualquer faixa final.
Inovação + ComercialAta 30/07 · ARS recomendação 5
Selecionar as IES-piloto e definir critérios de conversão
A ARS recomenda 2–3 instituições de perfis distintos, com escopo, cursos, usuários, responsabilidades, indicadores e critérios de encerramento/conversão definidos antes do início.
Comercial + CSARS · recomendação 3
Definir o escopo padrão da implantação assistida
O que está incluso, o nível de apoio e quando vira serviço adicional. A ARS trata isso como resposta ao risco de baixa aderência — sem acompanhamento, a IES volta ao Word no pico de trabalho.
CS + ComercialARS · seções 6.5 e 7.2
Envolver Mayara e Desirê na precificação, pitch e playbook
Estava previsto para depois da consolidação com a ARS — que já aconteceu. Pode destravar agora.
ThiagoAta 30/07 · item 12
Agendar a apresentação da ARS ao CEO
Ficou acordado na validação do modelo: 30 minutos com a presidência para a consultoria apresentar a visão externa sobre o produto e seu potencial estratégico.
Thiago + ARSAta validação ARS
Sugestão de sequência para a reunião: começar pelos quatro itens marcados como bloqueantes (modelo oficial, escopo de lançamento, custos reais e dados da carteira) — sem eles os demais viram discussão hipotética. A regra de penetração do Erik deve entrar logo em seguida, porque muda a forma de calcular quase todo o resto. As marcações desta página ficam salvas no seu navegador.
Versão ARS Modelo recomendado pela consultoria
ARS Educação · Relatório Executivo · jul/2026

Do documento ao processo contínuo de gestão do PPC

O modelo de precificação recomendado pela ARS Educação: assinatura anual institucional em três pacotes progressivos, com preço formado por um piso comercial somado a uma parcela variável derivada do custo operacional real da carteira de PPCs da instituição.

140 hesforço médio por PPC (pesquisa ARS)
R$ 6 milcusto operacional médio de 1 PPC
3pacotes progressivos e cumulativos
Ponto de partida

A tese que sustenta o preço

Antes de qualquer número, a ARS fixa o território do produto. O preço decorre dessa definição: não se cobra por um editor de documentos, cobra-se pela gestão contínua de um processo institucional caro e recorrente.

"A solução de gestão de PPCs da Minha Biblioteca é uma plataforma voltada ao ciclo de vida dos Projetos Pedagógicos de Curso. Integra informações acadêmicas, fluxos institucionais e gestão bibliográfica em um processo contínuo, organizado e rastreável, apoiando a construção, a revisão, a aprovação e a atualização dos PPCs."

Relatório Executivo ARS, seção 4.1. Frase-conceito de comunicação: Do documento ao processo contínuo de gestão do PPC.

O que não somos

A ARS é explícita: a solução não deve ser posicionada como ERP acadêmico, plataforma regulatória ampla, biblioteca digital estendida ou editor de documentos. Todos esses enquadramentos reduzem a diferenciação e aproximam o produto de categorias já estabelecidas.

O diferencial proprietário

A integração nativa entre a gestão do PPC e o acervo digital. Mas com uma ressalva: essa integração não deve definir a solução sozinha — ela ganha força quando associada à gestão do ciclo acadêmico e ao workflow institucional.

O valor regulatório

Aparece como consequência da organização acadêmica, da rastreabilidade e da disponibilidade de evidências — não como eixo de posicionamento. É o cuidado estratégico que a ARS repete em todos os entregáveis.

Base metodológica

De onde vem o número

O modelo parte do esforço operacional real que a IES já gasta hoje com PPC, medido pela pesquisa exploratória com 45 profissionais, e converte isso em custo. O preço captura uma fração desse custo.

As 140 horas

Esforço médio estimado para elaboração/revisão de um PPC, considerando todos os atores envolvidos. É uma média geral — não distingue PPC novo de revisão curricular, e a ARS alerta que criação de curso novo tende a demandar bem mais.

Sobre essa base incidem dois fatores de complexidade que ajustam as horas para cada caso: o tipo de organização acadêmica (faculdade, centro universitário, universidade) e a área CINE Brasil do curso.

Por que a área CINE importa: um PPC de secretariado (2 anos, sem estágio, diretriz simples) exige muito menos que um da saúde (10 semestres, laboratórios, estágios, bibliografia especializada).

O custo-hora por perfil

Cada perfil envolvido tem custo-hora próprio e um percentual de dedicação diferente dentro do processo: coordenador, NDE, bibliotecário, entre outros. A hora de um coordenador não vale o mesmo que a de um bibliotecário.

As atividades de bibliografia e padronização concentram um dos maiores percentuais de esforço — o que a ARS chamou de "o coração atual da plataforma".

Ressalva da ARS: os parâmetros são referências técnicas construídas a partir da pesquisa e da experiência das consultoras. Não representam custos efetivamente medidos nas IES, e as próprias instituições geralmente não sabem mensurar o custo do seu PPC.

Custo operacional médio por PPC: ~R$ 6.000

Resultado da conta acima, na média e sem aplicar complexidade. Somando o custo de todos os PPCs abrangidos pela contratação — cada um ajustado pelos seus fatores — chega-se ao CTPPC (Custo Total Ponderado da carteira de PPCs), que é a base sobre a qual o preço é calculado.

Arquitetura da oferta

Três pacotes progressivos e cumulativos

Cada nível amplia o escopo funcional e, com ele, a redução operacional que a IES obtém — o que justifica capturar uma fatia maior do valor gerado.

PacoteEscopo predominantePiso anualRedução operacionalCaptura MBFator de Captura
PPC Essencial
Organiza
Estruturação e atualização dos PPCs; cadastros; matrizes, componentes, ementas e bibliografias; integração com o acervo MB; exportação documental. R$ 12.000 25% 20,0% 5,00%
PPC Gestão
Governa
Tudo do Essencial + workflow, perfis e permissões, aprovações, controle de versões, indicadores, relatórios, notificações, checklists, evidências. R$ 18.000 40% 22,5% 9,00%
PPC Inteligência
Analisa e integra
Análise de coerência, apoio regulatório avançado, Sala do Avaliador, IA (redação e verificação de incompatibilidades), riscos, planos de ação, dashboards, integrações. R$ 27.000 55% 25,0% 13,75%

Como se lê o Fator de Captura

Ele é o produto de dois números: quanto do esforço o pacote elimina × quanto disso a MB cobra. No Essencial, o pacote reduz ~25% do esforço e a MB captura 20% dessa economia — logo, 5,00% do custo da carteira.

25%redução
×
20%captura MB
=
5,00%fator Essencial

O que é o piso

Equivale ao custo médio de produção de 2 PPCs (2 × ~R$ 6.000 no Essencial). É o mínimo abaixo do qual não compensa comercializar — existe porque muitas faculdades têm um único curso, e cobrar só pela carteira daria um valor inviável.

O piso não é o preço do pacote. É o ponto de partida ao qual se soma a parcela variável da carteira. Nas IES menores o piso domina o preço; nas grandes, a parcela variável passa a predominar.
Formação do preço

Simulador do modelo ARS

A sequência executiva de formação do preço, com os parâmetros do relatório. Ajuste a carteira e veja o comportamento do modelo.

Pisopor pacote
+
CTPPCcusto da carteira
×
Fatorde captura
=
Preço-baseassinatura anual

0,80 = carteira leve (gestão, humanas, tecnólogos) · 1,50 = carteira pesada (saúde, engenharias, cursos com laboratório e estágio). O contrato de acervo serve só para checar o guardrail — a ARS não o usa como base de cálculo.

Preço-base anual — assinatura
Ajuste a carteira ao lado
Custo operacional por PPC (ajustado)
CTPPC — custo total da carteira
Piso do pacote
Parcela variável (CTPPC × fator)
Economia potencial para a IES
Guardrail — teto do acervo
Composição da oferta

Os cinco componentes da contratação

Cada componente remunera uma dimensão econômica distinta, sem sobreposição de cobrança. Isso separa o investimento inicial da recorrência anual e das expansões.

1Assinatura anual

Núcleo recorrente. Disponibilização do pacote, suporte, manutenção, infraestrutura e evolução. É o único componente sobre o qual incide o teto comercial.

2Implantação inicial

Parametrização, configuração, migração de informações, capacitação e homologação. Incide apenas no ano 1 — pode voltar em expansões relevantes, novas mantidas ou integrações.

3Editores adicionais

Franquia de editores definida pela faixa de cursos. Cobrança só quando a IES precisa ampliar o núcleo de usuários com permissão recorrente de edição. Visualizadores nunca são tarifados individualmente.

4Armazenamento adicional

Franquia inclusa; excedente cobrado como expansão de capacidade. Ponto de atenção da ARS: se a plataforma evoluir para uso regulatório amplo, o volume cresce muito — foi citada uma avaliação de Medicina com 30 mil documentos.

5Add-ons e integrações

Migração assistida, capacitação avançada, integrações, IA aplicada e Sala do Avaliador. Componentes opcionais, a calibrar quando a MB tiver histórico de utilização.

Ano 1 × recorrência

Ano 1: assinatura (ajustada ao teto) + implantação + componentes adicionais.

Anos seguintes: assinatura + componentes variáveis, sem implantação.

Guardrail

Teto e governança comercial

O preço-base é referência técnico-econômica. Antes de virar preço final, precisa passar pelo teto comercial que a própria MB define.

A regra do teto

Como diretriz de posicionamento, a solução complementar não deve ultrapassar o valor do acervo contratado, salvo decisão estratégica específica. É o mesmo guardrail que a MB já vinha aplicando internamente.

Detalhe importante: o teto incide exclusivamente sobre a assinatura anual. Implantação, editores adicionais e demais componentes continuam calculados pelas suas próprias regras — o teto calibra sem descaracterizar a lógica de custo.

O que a MB precisa monitorar

Nas primeiras contratações, a ARS recomenda acompanhar de perto:

  • · esforço real de implantação
  • · comportamento de utilização
  • · quantidade efetiva de editores
  • · consumo de armazenamento
  • · demanda de suporte
  • · aderência do preço à percepção de valor
Esses resultados orientam ajustes periódicos dos parâmetros — sem alterar a arquitetura central do modelo.
Go-to-market

Estratégia de lançamento e adoção

A ARS é enfática: o desafio não é vender a solução, é fazer com que ela substitua rotinas manuais já consolidadas. A estratégia de entrada reflete isso.

Entrada gradual pela base

Primeira etapa concentrada em clientes atuais da MB. A relação existente reduz a barreira de entrada, facilita demonstrar a integração com o acervo e aproveita os canais de relacionamento.

Piloto controlado: 2 a 3 IES

De perfis distintos, com escopo, cursos, usuários, responsabilidades, indicadores e critérios de encerramento/conversão definidos antes do início. IES maiores validam governança e escala; menores testam simplicidade de implantação e o efeito do piso.

Implantação assistida

Não é cortesia — é a resposta ao risco de baixa aderência. Apoia parametrização, preparação dos dados, definição de responsáveis, capacitação por perfil e o primeiro ciclo de uso, gerando aprendizado estruturado para a MB.

O alerta sobre trial e freemium

A ARS não recomenda trial amplo da plataforma completa. O raciocínio: como as IES já usam Word, planilhas e drives — percebidos como alternativas sem custo adicional —, uma oferta gratuita abrangente reforça essa comparação, reduz a urgência de mudança, dilui a percepção de valor e dificulta a monetização posterior.

Eventual freemium deve se restringir a diagnóstico, autodiagnóstico ou demonstração parcial — sem disponibilizar gratuitamente o núcleo de construção, workflow e gestão dos PPCs. Condições sem cobrança devem ser temporárias, vinculadas a objetivos de validação e nunca caracterizadas como gratuidade permanente.

Impacto direto na Exceção 1 da versão MB (gratuidade para clientes de plano ilimitado) — ver o checklist abaixo e o comparativo na versão MB.

Jornada comercial recomendada

1. Diagnóstico inicial

Entender o processo atual, os atores, a carteira e as dificuldades.

2. Demonstração guiada

Mostrar os fluxos mais aderentes e evidenciar a integração com o acervo.

3. Caso de valor

Relacionar à redução de fragmentação, governança e gestão em escala.

4. Proposta personalizada

Definir pacote, cursos abrangidos, implantação, editores e adicionais.

5. Plano de implantação

Responsabilidades, etapas, preparação das informações, acompanhamento.

6. Acompanhar adoção

Verificar uso efetivo, dificuldades, retorno a práticas paralelas, expansão.

Premissa transversal: a argumentação parte do processo atual da instituição e das suas consequências — não da lista de funcionalidades.
Se acatarmos o modelo ARS

Decisões que a MB precisa tomar

A própria ARS delimita: o relatório entrega a arquitetura, os parâmetros e as regras de referência, mas mantém sob responsabilidade da MB as definições necessárias à aplicação comercial. Esta é a lista consolidada.

0/0decisões tomadas

Bloco 1 · Definições estratégicas exigidas pela ARS

Escopo de lançamento — o que está homologado
Confirmar quais funcionalidades estarão efetivamente disponíveis na primeira oferta e como se distribuem entre os três pacotes. A ARS condiciona a comercialização do Inteligência ao roadmap.
BloqueanteProduto + TechARS · Tabela 16
Teto comercial por cliente ou segmento
Estabelecer os limites considerando a relação com o contrato principal do acervo. Sem o teto definido, o preço-base não vira preço final.
BloqueanteRenato + ErikARS · seção 5.6
Pacotes que serão lançados simultaneamente
Lançar os três de uma vez ou escalonar conforme o roadmap. Afeta a narrativa comercial e a expectativa criada no mercado.
Produto + ComercialARS · Tabela 16
Política de descontos e alçadas
Definir alçadas, condições de lançamento, bonificações e regras para contratação conjunta com o acervo.
Diretoria comercialARS · Tabela 16
Escopo padrão da implantação e quando vira serviço adicional
Determinar o nível de apoio incluído e as situações que exigem serviços extras — evitando tanto a ausência de acompanhamento quanto embutir serviços intensivos na assinatura padrão.
CS + ComercialARS · Tabela 16
Franquias de armazenamento, unidades de cobrança e tarifa do excedente
A ARS deixa o número em aberto e alerta para o crescimento do volume com uso regulatório. Precisa vir de Tech, não do comercial.
César (Tech)ARS · Tabela 16
Priorizar add-ons, serviços e integrações
Quais componentes entram primeiro, disponibilidade e forma de contratação.
ProdutoARS · Tabela 16
Distribuir papéis comerciais entre os canais
Relacionamento com a base, expansão, prospecção, produto, implantação e suporte — quem faz o quê em cada etapa da jornada.
Erik + CSARS · Tabela 16
Critérios mínimos para expandir a oferta
Condições de estabilidade, adoção e viabilidade que precisam ser atingidas antes de ampliar a comercialização.
BoardARS · Tabela 16

Bloco 2 · Validar o modelo antes de aplicar

Conferir o Memorial Técnico e travar os parâmetros oficiais
Os pesos por organização acadêmica e área CINE, as fórmulas e a composição exata do preço-base estão no apêndice técnico. O simulador desta página usa fatores ilustrativos — antes de qualquer proposta, substituir pelos oficiais.
BloqueanteThiago + InovaçãoARS · Memorial Técnico
Validação econômica com a base real de clientes
Aplicar o modelo à carteira real considerando organização acadêmica, composição por área, pacote, valor do contrato principal, teto, descontos e custos efetivos de implantação e suporte. É onde se descobre se o modelo fecha.
BloqueanteComercial + InovaçãoARS · Tabela 17
Validação funcional
Estabilidade dos fluxos prioritários, aderência de permissões e perfis, versionamento, qualidade das exportações, integração bibliográfica e requisitos mínimos para entrada em operação.
Produto + TechARS · Tabela 17
Validação comercial
Compreensão da proposta de valor, aderência dos pacotes e da unidade de contratação, percepção sobre implantação e editores adicionais, disposição a pagar e coerência do preço frente ao contrato de acervo.
ComercialARS · Tabela 17
Validação operacional
Esforço de parametrização e migração, necessidade de capacitação, volume de suporte, quantidade efetiva de editores, permanência de controles paralelos e necessidades de integração.
CS + TechARS · Tabela 17

Bloco 3 · Pontos de atrito entre o modelo ARS e as diretrizes internas

Aceitar a área CINE como fator de preço, contra a diretriz de Erik sobre Medicina?
A área CINE é um dos dois fatores de complexidade centrais do modelo ARS — remover implica recalibrar a modelagem toda. Mas Erik recomendou não criar sobretaxa para Medicina, sob risco de a IES manter o processo manual no curso mais crítico. Decidir se aplicamos o fator no cálculo interno mas não o expomos como sobretaxa na proposta.
ConflitoErik + ARSAta 30/07 · item 8.3
A regra de penetração de licenças cabe dentro do modelo ARS?
A proposta do Erik (% de cursos liberados = % do alunado contratado) não existe no modelo ARS, que parte da carteira contratada. Pode conviver como regra de elegibilidade sobre quantos cursos podem entrar na carteira, sem mexer na fórmula. Precisa ser levada formalmente à consultoria.
Pendente com a ARSThiagoAta 30/07 · item 12
Gratuidade para clientes ilimitados × recomendação anti-freemium
A ARS desaconselha liberar o núcleo gratuitamente. Se a MB mantiver o benefício, tratá-lo como política controlada com escopo, prazo, indicadores e preço de referência registrados — e confirmar com Renato.
RenatoARS · seção 6.4
IA embutida no Inteligência × add-on cobrado à parte
No modelo ARS a IA é parte do que justifica o fator de 13,75%. Cobrar como add-on adicional e manter o fator seria cobrar duas vezes pela mesma capacidade. Se a MB quiser o add-on, o fator precisa ser recalibrado para baixo.
Produto + ComercialARS · Tabela 10
Confirmar a isenção de setup como alavanca de negociação
A ARS incluiu essa marcação no relatório justamente para ser confirmada pela diretoria comercial. Prática comum em LMS: isentar em contratos de 3 anos.
Diretoria comercial + RenatoAta validação ARS
Incorporar a verificação de aderência às DCNs e competências
Sugestão do Adriano acolhida na validação: será incorporada como item de enriquecimento do pacote Inteligência. Falta a agenda de produto para definir como implementar.
Adriano + ProdutoAta validação ARS
Como usar esta lista: os quatro itens bloqueantes definem se o modelo ARS é aplicável como está. Os do Bloco 3 são onde a MB precisa escolher entre a recomendação da consultoria e a diretriz comercial interna — e são exatamente os mesmos pontos que aparecem no comparativo da versão MB. As marcações ficam salvas no seu navegador.
PPC Manager · Estudo de precificação · Apresentação ao board 1/12
Iniciativa MBP16 · Documento de trabalho interno

Precificação do
PPC Manager

Dois modelos completos sobre a mesa — o construído internamente e o recomendado pela ARS Educação. Esta sessão existe para escolher entre eles e destravar o lançamento.

Board da Minha BibliotecaRenato · Erik · César · Adriano
Agosto de 2026Projeto ~41% concluído
12 slides+ calculadora ao vivo
navegar · F tela cheia · Esc sair
Objetivo da reunião

Três perguntas que só o board responde

Tudo o mais já está mapeado. Estas três definições travam o restante do projeto — e cada uma tem um dono claro.

1

Qual modelo de cobrança é o oficial?

Add-on sobre o contrato de acervo (nossa hipótese) ou assinatura por pacote com piso e captura de valor (modelo ARS). Define tabela, discurso e proposta.

2

Vale a regra de penetração de licenças?

Proposta do Erik: liberar PPCs na mesma proporção do alunado já contratado. Transforma o produto em alavanca de expansão do acervo.

3

Cliente ilimitado ganha o produto?

Erik e a ARS convergem no "não automático". Precisa de posição oficial do Renato antes de virar política comercial.

As demais pendências (21 na versão MB, 20 na versão ARS) são executáveis assim que estas três forem resolvidas.

O que estamos vendendo

Do documento ao processo contínuo de gestão do PPC

Não é um editor de PPC. É a plataforma que sustenta a construção, revisão, aprovação e atualização contínua do projeto pedagógico — com a bibliografia sempre viva, ligada ao acervo.

Núcleo

Gestão do ciclo de vida

Matriz curricular, componentes, ementas, docentes e fluxos institucionais em um processo rastreável, com histórico e versionamento.

Diferencial proprietário

Bibliografia viva

Integração nativa com o acervo MB: obra que sai de catálogo gera sugestão de substituição. Nenhum concorrente reproduz isso — depende de ter catálogo por trás.

Consequência

Valor regulatório

Evidências e rastreabilidade para o MEC vêm como resultado da boa gestão acadêmica — não como posicionamento. Virar "sistema regulatório" nos joga contra a Sabre.

Pesquisa ARS · 45 respondentes de IES

A dor tem tamanho — e ninguém a mede

O esforço com PPC é alto, recorrente e distribuído entre muita gente. O detalhe estratégico: as próprias instituições não sabem quanto isso lhes custa.

140h

esforço médio por PPC, somando todos os perfis envolvidos

91,7%

relataram mais de 30 horas por curso/PPC

58,3%

relataram 81 horas ou mais

97,8%

envolvem o coordenador · NDE 91,1% · regulação 62,2% · biblioteca 44,4%

Implicação comercial direta: como a IES não consegue mensurar o próprio custo, não basta mostrar preço — precisamos demonstrar o custo atual dela antes de falar em valor. É por isso que o simulador vira ferramenta de venda, não só de precificação.
Benchmarking ARS + interno

Não temos concorrente direto — temos um hábito como concorrente

Oportunidade

Categoria em aberto

Nenhuma solução nacional combina gestão de PPC + matriz + workflow + indicadores + bibliografia integrada ao acervo. Espaço para construir categoria própria.

Risco real

A concorrência invisível

Word/PDF 82,2% · pastas compartilhadas 80,0% · reuniões 73,3% · planilhas 60,0%. No pico de trabalho, a equipe volta para o que conhece — risco de adoção, não só de venda.

Atenção

A Sabre entra antes de nós

Consultorias regulatórias participam da criação do curso e influenciam até a escolha da biblioteca digital. Entramos depois, com a bibliografia já definida.

Frase de battlecard: "a consultoria ajuda a desenhar o PPC; a Minha Biblioteca ajuda a comprovar que ele está vivo."
Decisão nº 1

Duas rotas de precificação

Mesma arquitetura de três níveis, mesmo guardrail. A diferença está na base de cálculo: um parte do que o cliente já paga, o outro do que o processo custa a ele.

Modelo MB

Add-on sobre a base instalada
  • Percentual sobre o contrato anual de acervo (~12% na simulação inicial)
  • Aderente à forma como já contratamos hoje
  • Baixo custo de aquisição — aproveita a base conhecida
  • Reforça retenção e expansão do acervo
  • Risco: cliente com muitos cursos e contrato pequeno recebe muito valor por preço baixo
×

Modelo ARS

Piso + captura sobre o custo da carteira
  • Piso por pacote: R$ 12k / 18k / 27k ao ano
  • + custo da carteira de PPCs × fator de captura (5% / 9% / 13,75%)
  • Preço acompanha escala e complexidade real
  • Resolve o caso do contrato pequeno com muitos cursos
  • Risco: mais difícil de explicar e depende de dados que ainda não temos consolidados

Os dois chegam a preços por curso na mesma faixa (R$ 600–900/curso/ano) — a escolha é sobre previsibilidade e argumento de venda, não sobre patamar de preço.

Comparação ao vivo · mesmo cliente, quatro preços

O que cada modelo cobraria desta IES

Economia estimada da IES
MB · 1 · assinatura por tier
MB · 2 · preço por curso
MB · 3 · add-on sobre o acervo
ARS · piso + captura

Tiers MB: até 25 cursos R$ 9k · 26–100 R$ 28k · acima de 100 R$ 72k. Preço por curso com desconto de volume (−20% acima de 50, −40% acima de 150) e piso de R$ 8k. ARS: piso do pacote + custo da carteira × fator de captura. Economia calculada sobre ~R$ 6 mil de custo operacional por PPC, ajustado pela organização acadêmica. Parâmetros ilustrativos.

Onde os dois modelos concordam

O PPC não pode custar mais que o acervo

É o único limite que as duas metodologias trazem de forma idêntica — e o que protege o produto principal da Minha Biblioteca.

A regra

A assinatura do PPC Manager não deve ultrapassar o valor do contrato de acervo da instituição, salvo decisão estratégica registrada. O teto incide só sobre a assinatura — implantação e editores adicionais seguem suas próprias regras.

Por que isso importa comercialmente

Impede que o complemento canibalize a percepção de valor do produto principal, e mantém o PPC Manager no papel que queremos: alavanca de retenção e expansão do acervo, não substituto dele.

Consequência prática: em contas com muitos cursos e contrato de acervo pequeno, o teto corta o preço — que é exatamente o caso que a regra de penetração do Erik pretende resolver pelo outro lado, ampliando o contrato de licenças.
Decisões nº 2 a 5

Quatro divergências entre MB e ARS

Os dois estudos convergem em quase tudo. Estes são os pontos em que precisamos escolher um lado.

1
Gratuidade para clientes de plano ilimitado Nossa hipótese liberava o produto. Erik quer reservar como alavanca anti-churn; a ARS desaconselha liberar o núcleo (dilui valor e dificulta monetizar depois). Decisão: Renato
2
IA: add-on cobrado à parte ou embutida no pacote? Propusemos add-on de +10–12% com cota diária. Na ARS a IA está dentro do pacote Inteligência e é o que justifica o fator de 13,75% — cobrar à parte mantendo o fator seria cobrar duas vezes. Decisão: Produto + Comercial
3
Diferenciar preço por área CINE, incluindo Medicina Erik é contra sobretaxa em Medicina — são os melhores contratos e empurraria a IES ao processo manual no curso mais crítico. Mas a área CINE é um dos dois fatores centrais do modelo ARS. Saída possível: usar o fator no cálculo interno sem expô-lo como sobretaxa. Decisão: Erik + ARS
4
Armazenamento: limite simples ou franquia com excedente? Queremos 10 GB e orientar Drive/OneDrive, sem vender pacote adicional. A ARS alerta que uso regulatório amplo explode o volume — citou uma avaliação de Medicina com 30 mil documentos. Decisão: César + Comercial
Sem isto, o resto é hipótese

Quatro bloqueantes operacionais

Não são decisões de opinião — são insumos que faltam. Enquanto não existirem, qualquer tabela que publicarmos é estimativa.

Bloqueante

Dados reais da carteira

Clientes por tier, cursos por cliente, % de alunado total e % efetivamente contratado. É o que falta para sair de simulação e chegar a tabela — e é pré-requisito da regra de penetração.

Bloqueante

Custos reais de IA e infraestrutura

O risco econômico não é o nº de usuários, é o consumo de tokens: um editor com centenas de professores pode gerar custo acima da margem. Sem isso, a margem é chute.

Bloqueante

Escopo homologado no lançamento

Travar o que está pronto hoje versus o que é roadmap. A ARS é enfática: não anunciar capacidade não homologada, sobretudo no pacote Inteligência.

Bloqueante

Parâmetros oficiais do Memorial Técnico

Os pesos por organização acadêmica e área CINE do modelo ARS estão no apêndice técnico. Nossos simuladores usam fatores ilustrativos até substituí-los.

Encaminhamento proposto

Um caminho que não obriga a escolher tudo hoje

1
Adotar a estrutura da ARS e a linguagem comercial da MB Três pacotes com a nomenclatura funcional (Essencial / Gestão / Inteligência) e o cálculo por carteira; o add-on sobre o acervo permanece como forma de apresentar a proposta a clientes da base, não como base de cálculo.
2
Levar a regra de penetração formalmente à ARS Ela cabe como regra de elegibilidade — quantos cursos entram na carteira — sem alterar a fórmula de preço. Resolve o caso do contrato pequeno sem quebrar o modelo.
3
Fechar as quatro divergências nesta reunião Ilimitado, IA, área CINE e armazenamento. São decisões de política comercial — não dependem de dado novo.
4
Rodar piloto controlado com 2–3 IES antes de publicar tabela Perfis distintos, com implantação assistida e critérios de conversão definidos antes. É o que calibra os parâmetros e produz os dados que hoje faltam.

Esta é uma leitura de trabalho para provocar a discussão — não uma recomendação fechada da consultoria nem posição já validada pela diretoria.

Para sair da reunião com isto

O que precisamos definir hoje

Decisões

1. Modelo oficial de cobrança
2. Regra de penetração de licenças
3. Política para clientes ilimitados
4. IA: embutida ou add-on
5. Área CINE como fator de preço
6. Limite de armazenamento

Encaminhamentos

· Levantar dados reais da carteira
· Apurar custos de IA e infraestrutura
· Travar escopo de lançamento
· Confirmar isenção de setup como alavanca
· Selecionar IES-piloto
· Agendar apresentação da ARS ao CEO