Duas leituras completas do mesmo produto: o modelo construído internamente pela Minha Biblioteca e o modelo recomendado pela consultoria ARS Educação. Cada versão traz seus simuladores, seu racional e seu checklist de decisões pendentes.
O estudo construído pela frente de inovação, calibrado com a tabela real de licenças da MB e com as contribuições da reunião comercial de 30/07.
O modelo do Relatório Executivo da ARS Educação: pisos por pacote, Fator de Captura de Valor sobre o custo da carteira e governança de teto comercial.
Documento de trabalho interno · Minha Biblioteca · agosto de 2026
Fontes: estudo interno MBP16 · tabela de preços MB (07/07/2026) · ata da reunião preliminar de precificação (30/07/2026) · Relatório Executivo, Benchmarking Exploratório e ata de validação do modelo — ARS Educação (jul/2026).
O produto está 41% construído e o modelo de negócio segue como a principal decisão pendente. Este material avalia o produto, mapeia o mercado e propõe três modelos de precificação — com simuladores para você testar cada um com os números reais da carteira.
O PPC Manager é uma plataforma SaaS de gestão acadêmica para o ensino superior brasileiro. Ela centraliza a construção, a tramitação, a aprovação e a publicação do Projeto Pedagógico de Curso e dos planos de ensino, com conformidade MEC/INEP por padrão. O diferencial que ninguém mais tem: a bibliografia do PPC conversa direto com o acervo da Minha Biblioteca.
Estrutura os 15 itens obrigatórios do PPC, NDE, Colegiado e indicadores docentes. O documento sai pronto para os processos avaliativos.
Tramitação com evidências em cada etapa — quem fez, quando e com qual documento. Trilha auditável de ponta a ponta.
Assistente que gera e revisa seções do PPC em tom formal e com a terminologia oficial, acelerando o trabalho da coordenação.
Categorizado internamente como HUB MB, o PPC Manager é um serviço que se soma à plataforma de conteúdos. Ele resolve uma dor real das IES e cria um motivo novo para o cliente estar perto do acervo.
Hoje a bibliografia dos PPCs vive desconectada do acervo: ninguém sabe, de forma automática, se as obras citadas existem e estão na edição atual. O PPC Manager cruza a bibliografia com os metadados do acervo, sinaliza lacunas e avisa quando uma edição muda.
Esse cruzamento só a Minha Biblioteca consegue fazer bem, porque depende do catálogo. É o que sustenta o preço — e o que separa o PPC Manager de qualquer software genérico de currículo.
A Minha Biblioteca não parte do zero para precificar. A operação comercial já divide os clientes em faixas — e essa mesma lógica é a âncora natural para o preço do PPC Manager. Reaproveitar a segmentação existente reduz atrito de venda e conversa com a forma como os times de Farmers e Hunters já trabalham.
| Tier (Farmers) | Faixa de receita anual por cliente | Leitura para o PPC Manager |
|---|---|---|
| Tier 1 | acima de R$ 1M | Grandes grupos — venda consultiva, ticket alto |
| Tier 2 | R$ 500K – R$ 1M | Contas robustas — potencial de add-on relevante |
| Tier 3 | R$ 250K – R$ 499K | Núcleo da carteira — bom volume de cursos |
| Tier 4 | R$ 100K – R$ 249K | Médias — sensíveis a preço, valorizam automação |
| Tier 5 | R$ 51K – R$ 99K | Menores — entrada por plano simples |
| Tier 6 | abaixo de R$ 50K | Cauda longa — self-service / plano de entrada |
Não existe um concorrente que faça exatamente o mesmo — a ligação bibliografia-acervo é única, e o benchmarking exploratório da ARS Educação (24/07/2026) não encontrou equivalência integral em fontes públicas. Mas há vizinhanças de mercado cujos modelos de cobrança servem de referência.
As referências mais próximas da dor acadêmico-regulatória. Nenhuma tem a integração ao acervo digital como elemento central — esse segue sendo o diferencial proprietário da MB.
Tangenciam parte da dor (planejamento, conteúdo, avaliação) mas não substituem a gestão do PPC.
Sistemas de gestão que tangenciam currículo, ementas e conformidade. Já estão dentro das IES — podem ser barreira ou fonte de integração futura, não concorrente direto automático.
Software dedicado a currículo, catálogo, planos de ensino e evidências para acreditação — inspiração de arquitetura e roadmap, não âncora de preço no Brasil.
O terreno da própria Minha Biblioteca. Reforça a camada bibliográfica, mas não substitui a gestão do PPC — a integração deve ser diferencial, não definição única da solução.
Segundo a pesquisa ARS (45 respondentes), é o concorrente prático mais usado hoje — e o principal risco de adoção, não só de venda.
Não compete diretamente pela mesma dor (não tem aderência MEC, não ajuda o PPC, não tem bibliografia). Mas é a melhor referência de preço para o padrão "EdTech premium por usuário" — útil como teto comparativo de percepção de valor quando o comercial for justificar um plano Institucional bem posicionado.
Cada modelo prioriza um objetivo diferente. Não são só tabelas distintas — levam a resultados comerciais distintos. Um combina bem com a base atual; outro acompanha o valor entregue; o terceiro puxa adoção rápida. A recomendação, ao final, é combiná-los.
Três planos (Essencial, Profissional, Institucional) com limites crescentes de cursos, usuários, uso de IA e evidências. O plano indicado acompanha o tier do cliente.
Cobra-se por curso ou PPC ativo gerido na plataforma, com desconto por volume. Quem tem 20 cursos paga menos que quem tem 200 — na exata medida do valor recebido.
O PPC Manager entra como acréscimo ao contrato de acervo já existente — um percentual do contrato ou um valor fixo por tier. Aproveita o maior ativo: a base instalada de clientes que já têm o acervo.
Em qualquer um dos três modelos existe uma segunda pergunta: quem, dentro da IES, ocupa uma cadeira — e qual delas gera receita. Se toda cadeira de professor for gratuita, um cliente com 1 coordenador e 200 professores paga por uma cadeira e custa infraestrutura de 201. A saída é separar as cadeiras por papel e isolar o custo que realmente pesa.
Coordenador, Admin e Regulatório com edição. Criam e tramitam o PPC, editam a matriz e exportam. É a cadeira que gera valor — e a que ancora o preço.
Professor. Preenche os planos de ensino dos seus componentes. Gratuita dentro de uma proporção por editor; acima disso, entra um pacote de colaboradores ou o cliente sobe de plano.
Visualizador MEC, CS e auditoria externa. Só consultam o que já foi publicado. Nunca ocupam cadeira paga.
Login e armazenamento por professor custam pouco e são previsíveis. O custo que dispara com o volume é a geração por IA. Por isso a cadeira de professor pode ser gratuita para preencher planos, enquanto a IA entra como cota do plano, com excedente medido.
No cenário de 1 coordenador e 200 professores, os 200 preenchem planos sem gerar custo relevante; só a IA — o custo real — fica limitada e é cobrada quando passa da cota. Você regula a margem com duas alavancas: a proporção de cadeiras por editor e a cota de IA.
Antes de escolher um modelo, vale ancorar o preço no valor entregue. O Gerenciador de PPC substitui horas de revisão manual de bibliografia e reduz risco regulatório. O preço deve capturar uma fração dessa economia — nunca ficar acima dela.
Premissas ilustrativas por curso, por ano. Cada perfil envolvido no PPC tem sua própria carga horária e seu próprio ganho — a soma é a economia real que sustenta o preço.
| Perfil | Horas/curso/ano | Redução | Custo-hora | Economia/curso/ano |
|---|---|---|---|---|
| Coordenação + NDE | ~20 h | ~70% | R$ 100 | R$ 1.400 |
| Corpo docente iUso internoTempo de revisão de ementas/bibliografia por componente curricular, reduzido pela atualização automática do acervo. | ~8 h | ~50% | R$ 120 | R$ 480 |
| Biblioteca (curadoria) | ~6 h | ~80% | R$ 90 | R$ 432 |
| Total por curso/ano | ≈ R$ 2.312 |
Fora da conta ainda ficam consultorias regulatórias evitadas e o risco mitigado em avaliação — o valor real tende a ser maior. Ajustável no simulador de cadeiras.
A mesma pesquisa mostra a concorrência invisível em números: Word/PDF 82,2%, pastas compartilhadas 80,0%, reuniões/atas 73,3%, planilhas 60,0%, e-mails 51,1%. A ARS destaca isso como risco de adoção, não só de venda: em pico de trabalho, a equipe tende a voltar ao meio conhecido se a solução não vier acompanhada.
Recomendação da ARS: prever implantação assistida / suporte consultivo inicial nos primeiros clientes e Key Accounts — tratado como investimento de adoção e aprendizagem, com prazo definido, não como gratuidade permanente.
O preço saudável fica numa faixa de 15% a 35% da economia anual estimada. Abaixo disso, deixamos valor na mesa; acima, o preço começa a encontrar resistência; acima da própria economia, não há caso de compra.
Essa regra vale para qualquer modelo — por curso, por porte, add-on ou híbrido.
Além da economia de horas, o preço do PPC Manager também não pode pesar demais sobre o contrato de acervo que a IES já paga. Os dois tetos correm em paralelo — o menor manda.
Todos os valores abaixo são editáveis. Ajuste com os números reais da carteira para ver o preço por cliente e o potencial de receita de cada modelo. Nada aqui é gravado — é um rascunho para explorar cenários.
Faixas de corte: Essencial até 25 cursos · Profissional de 26 a 100 · Institucional acima de 100. Ajuste os preços conforme a leitura de valor por tier.
Desconto automático por volume: preço cheio até 50 cursos · −20% de 51 a 150 · −40% acima de 150. O contrato nunca fica abaixo do piso mínimo.
Comparação: no modelo por curso, o valor sobe e desce com o número real de cursos da IES — diferente do plano fixo, que agrupa faixas inteiras num único preço.
Receita incremental por tier = nº de clientes × ticket médio de acervo × attach × adoção. Os números abaixo são ilustrativos — substitua pelos reais da carteira.
| Tier | Clientes | Ticket médio/ano |
|---|
Este é o modelo com maior alavanca de curto prazo: o cliente já está na casa, então o custo de aquisição é baixo e cada ponto de adoção vira receita direta.
Os custos abaixo são premissas de infra e IA — ajuste com os números reais. A margem fecha regulando duas alavancas: a proporção de cadeiras por editor e a cota de IA.
Os três modelos não competem entre si — funcionam melhor em sequência. Use o add-on para entrar rápido na base instalada, ancore o preço num plano por tier para dar previsibilidade e deixe o componente por curso capturar o crescimento de quem usa mais.
Add-on ao contrato de acervo (Modelo 3), com freemium de entrada: 1 curso grátis para clientes MB e cobrança a partir do 2º. Gatilho de upsell no 2º curso ou na exportação de evidências em lote.
Empacotar em planos por tier (Modelo 1) para dar previsibilidade de receita e uma tabela clara que o comercial vende sem fricção.
Cobrança por curso/PPC (Modelo 2) como camada de expansão: quem cresce em cursos paga proporcionalmente, sem renegociar tudo.
Estas respostas mudam os números e o próprio desenho da tabela. Com elas, ajusto os simuladores e proponho a tabela final.
O PPC Manager será vendido só para clientes de acervo ou também avulso?Se for só attach, o Modelo 3 é a espinha dorsal. Se for avulso para captar novos logos, precisamos de uma tabela standalone forte.
Qual o objetivo prioritário nos primeiros 12 meses?Maximizar adoção e cases (KR2 pede 2 cases) puxa para preço baixo/gratuito na base; maximizar ARR puxa para ticket cheio.
Quantos clientes há por tier e qual o ticket médio real de acervo?Sem isso, o simulador de attach roda com números ilustrativos. Com os reais, ele vira uma projeção de receita confiável.
A versão básica pode ser gratuita para clientes MB — e para quem?É a alavanca mais forte de adoção e de retenção do acervo. Decisão em aberto no estudo interno: freemium para toda a base MB ou só para contas estratégicas. Precisa caber na margem do serviço.
Vamos cobrar setup/implantação e uso de IA à parte?Muda a estrutura: preço de entrada menor com serviços e consumo cobrados por fora, ou tudo incluído no plano.
Pontos levantados internamente que não vêm dos simuladores acima e precisam constar como regras de exceção na tabela final.
Clientes que migrarem para o plano de licenças ilimitado da Minha Biblioteca (acervo liberado para todos os períodos/alunos) recebem o PPC Manager sem custo adicional.
Limite de 10 GB de armazenamento por instituição para upload de documentos/evidências dentro do PPC Manager. Acima disso, a IES é orientada a vincular um repositório externo (Google Drive, OneDrive) em vez de contratar mais storage.
Recurso de IA para apoio à construção do PPC entra como percentual sobre a assinatura — no mesmo padrão que a MB já usa hoje para o add-on "Aplicativo" (+15% sobre a licença) — em vez de um valor fixo novo. Sugestão de partida: +10% a +12% sobre o valor do plano.
Escopo confirmado: a IA gera e revisa conteúdo do próprio documento — ementas, textos do PPC, sugestões de ajuste e validação de coerência — não é só busca/curadoria de bibliografia. Isso aproxima o produto (num escopo mais estreito e regulado) do território de "IA para criação de conteúdo" do Articulate Rise; vale usar isso no discurso comercial como diferencial: a IA aqui já entrega o texto dentro do fluxo regulatório certo, dentro do mesmo produto que sustenta a bibliografia.
Como funciona o limite diário
Até o limite diário incluído no add-on, o uso é livre. Ao atingir o teto, a conta entra numa fila de espera até o próximo dia — sem cobrança surpresa e sem custo de infraestrutura correndo solto. Só em planos maiores (Institucional) o limite sobe ou vira sob consulta.
Argumentos extraídos da análise preliminar da ARS Educação (reunião de 17/07/2026) para sustentar o diferencial do PPC Manager em conversas comerciais, de CS e em eventuais objeções de preço.
O PPC Manager não entrega "um PPC pronto" — ele sustenta a construção, revisão, aprovação e atualização contínua do projeto pedagógico, com histórico e versionamento. Isso muda a régua de comparação: o concorrente não é um gerador de documento, é o processo manual inteiro.
A integração nativa com o acervo da Minha Biblioteca é o único ponto que nenhum concorrente reproduz: atualização e substituição de obras, identificação de lacunas bibliográficas e consistência entre matriz curricular, componentes e bibliografia — tudo isso depende de ter um catálogo por trás.
O benchmarking da ARS não achou equivalência integral em nenhuma plataforma. A concorrência de fato é Word, planilhas, Drive, e-mail e processo manual — não outro software. Isso justifica vender contra o retrabalho e a dispersão de documentos, não contra uma feature de concorrente.
Mesmo na maturidade atual, o produto já ataca dores estruturais: dispersão de documentos entre perfis, versionamento conflitante, bibliotecários fora do processo e acervo desatualizado — esta última penalizada diretamente em avaliação.
Existe um potencial "inédito" de a plataforma virar uma camada de governança regulatória (matriz de coerência acadêmica, motor regulatório versionável, Sala do Avaliador, riscos e planos de ação, IA/analytics). É argumento de roadmap, não de contrato: evitar caracterizar o produto hoje como plataforma regulatória ampla — o próprio cuidado estratégico levantado pela ARS.
A recomendação da ARS é vender pelo relacionamento e fidelização do contrato de acervo, com apelo acadêmico-pedagógico — possivelmente puxado por CS mais do que pelo comercial tradicional, à semelhança dos workshops sem apelo comercial já testados com sucesso.
Consultorias regulatórias (Sabre/Radar SABRE) participam da decisão antes da MB — na criação do curso e na revisão curricular, inclusive influenciando a escolha da própria biblioteca digital depois. A MB hoje entra depois, quando a bibliografia já foi definida. Reposicionar o PPC Manager como entrada mais cedo na conversa (diagnóstico, não só execução) ataca diretamente esse ponto.
Sugestão de reposicionamento: sair de "Biblioteca Digital" e comunicar o conjunto (acervo + PPC Manager) como "infraestrutura de sustentação do PPC, da qualidade acadêmica e da conformidade MEC". Frase de battlecard direta contra consultorias: "a consultoria ajuda a desenhar o PPC; a MB ajuda a comprovar que ele está vivo." Amplia o ticket percebido e aproxima a conversa de reitoria/pró-reitoria acadêmica — desde que a execução continue com o cuidado da ARS de não prometer escopo regulatório amplo.
Comparação direta entre o modelo interno e o recomendado pela consultoria. Onde há conflito, a decisão precisa subir para o board — os itens marcados em vermelho estão no checklist abaixo.
| Tema | Versão MB (interna) | Versão ARS (consultoria) | Situação |
|---|---|---|---|
| Modelo principal | Add-on sobre o contrato de acervo (~12%) como hipótese principal; tier e preço por curso como alternativas. | Assinatura anual por pacote: piso + (custo da carteira × Fator de Captura). Não usa o contrato de acervo como base de cálculo. | Bases de cálculo diferentes.Conflito — decidir |
| Nome dos pacotes | Essencial · Profissional · Institucional (nomes por porte de cliente). | PPC Essencial (Organiza) · PPC Gestão (Governa) · PPC Inteligência (Analisa e integra) — por escopo funcional. | Estrutura de 3 níveis é igual; só a nomenclatura difere.Divergência leve |
| Valores de referência | Tier: ~R$ 9k / 28k / 72k por ano. Por curso: R$ 600–1.200/curso/ano. | Pisos: R$ 12k / 18k / 27k por ano (equivalente a 2 PPCs). O preço final sobe com o nº de cursos e a complexidade. | O preço/curso da ARS cai em R$ 600–900 — bate com a nossa faixa.Convergem |
| Régua de captura | 15% a 35% da economia anual estimada. | Fator de Captura = redução operacional × captura MB: 5,00% / 9,00% / 13,75% aplicado ao custo da carteira. | Lógicas distintas, mas ambas capturam fração do valor gerado.Divergência de método |
| Teto comercial | Teto duplo: 35% da economia e % do contrato de acervo — vale o menor. | Não superar o valor do contrato principal de acervo. Teto incide só sobre a assinatura, não sobre implantação e editores. | Mesma premissa de guardrail.Convergem |
| Cobrança por usuário | Limite de usuários por plano; simulador de cadeiras cobra por professor incluso. | Franquia de editores por faixa de cursos; visualizadores nunca cobrados individualmente. | Erik e Ota concordaram com a ARS: acesso não pode ser gargalo.Ajustar MB |
| Gratuidade p/ ilimitado | Cliente que migra para licenças ilimitadas ganha o PPC Manager. | Freemium só para diagnóstico/demonstração parcial — nunca o núcleo. Condição sem cobrança deve ser temporária e documentada. | Erik também foi contra a gratuidade automática: reservar como alavanca de retenção anti-churn.Conflito — decidir |
| Setup / implantação | Tabela MB já pratica setup fixo de R$ 3.900 no acervo. | Implantação cobrada à parte, só no ano 1. Recomenda registrar a isenção do setup como alavanca de negociação (ex.: contrato de 3 anos). | Erik: cobrável, mas usado como moeda de troca.Convergem |
| IA | Add-on percentual (+10–12%) com cota diária de uso. | IA embutida no pacote Inteligência (não é add-on avulso); é o que justifica o fator de captura maior (13,75%). | Erik apoia a cota diária (interrompe o fluxo e incentiva upgrade).Conflito — decidir |
| Armazenamento | Limite de 10 GB; orientar uso de Drive/OneDrive; não vender pacotes adicionais. | Franquia inclusa + excedente cobrado como expansão. Alerta: uso regulatório amplo pode explodir o volume (ex.: 30 mil documentos numa avaliação de Medicina). | MB quer simplicidade; ARS alerta para o risco estrutural.Divergência |
| Medicina / área CINE | Erik: não criar preço diferenciado para Medicina — são os melhores contratos e a sobretaxa empurraria para o processo manual. | Área CINE é fator de complexidade que aumenta o custo estimado do PPC e, portanto, o preço. | Contradição direta entre a diretriz comercial e o modelo técnico.Conflito — decidir |
| Regra de penetração | Proposta do Erik: % de cursos liberados no PPC Manager = % do alunado contratado em licenças. | Não contemplada — o modelo ARS parte da carteira de cursos contratada, sem vínculo com a cobertura de licenças. | Ponto de maior relevância estratégica da reunião de 30/07; ainda não validado com a ARS.Pendente com a ARS |
| Venda standalone | Não priorizar: ticket não paga estrutura comercial dedicada; serve como porta de entrada para o acervo. | Priorizar clientes atuais da MB na primeira etapa. | Mesma direção.Convergem |
| Lançamento | Fases: entrar pela base → ancorar valor → expandir por uso. | Piloto controlado com 2–3 IES de perfis distintos, implantação assistida e critérios de conversão definidos antes. | ARS é mais específica e operacional.Compatíveis |
Consolidação de tudo que ainda não foi deliberado — da ata da reunião preliminar de precificação (30/07), das perguntas em aberto do estudo interno e dos conflitos com a ARS. Marque os itens conforme a decisão for tomada.
O modelo de precificação recomendado pela ARS Educação: assinatura anual institucional em três pacotes progressivos, com preço formado por um piso comercial somado a uma parcela variável derivada do custo operacional real da carteira de PPCs da instituição.
Antes de qualquer número, a ARS fixa o território do produto. O preço decorre dessa definição: não se cobra por um editor de documentos, cobra-se pela gestão contínua de um processo institucional caro e recorrente.
"A solução de gestão de PPCs da Minha Biblioteca é uma plataforma voltada ao ciclo de vida dos Projetos Pedagógicos de Curso. Integra informações acadêmicas, fluxos institucionais e gestão bibliográfica em um processo contínuo, organizado e rastreável, apoiando a construção, a revisão, a aprovação e a atualização dos PPCs."
A ARS é explícita: a solução não deve ser posicionada como ERP acadêmico, plataforma regulatória ampla, biblioteca digital estendida ou editor de documentos. Todos esses enquadramentos reduzem a diferenciação e aproximam o produto de categorias já estabelecidas.
A integração nativa entre a gestão do PPC e o acervo digital. Mas com uma ressalva: essa integração não deve definir a solução sozinha — ela ganha força quando associada à gestão do ciclo acadêmico e ao workflow institucional.
Aparece como consequência da organização acadêmica, da rastreabilidade e da disponibilidade de evidências — não como eixo de posicionamento. É o cuidado estratégico que a ARS repete em todos os entregáveis.
O modelo parte do esforço operacional real que a IES já gasta hoje com PPC, medido pela pesquisa exploratória com 45 profissionais, e converte isso em custo. O preço captura uma fração desse custo.
Esforço médio estimado para elaboração/revisão de um PPC, considerando todos os atores envolvidos. É uma média geral — não distingue PPC novo de revisão curricular, e a ARS alerta que criação de curso novo tende a demandar bem mais.
Sobre essa base incidem dois fatores de complexidade que ajustam as horas para cada caso: o tipo de organização acadêmica (faculdade, centro universitário, universidade) e a área CINE Brasil do curso.
Cada perfil envolvido tem custo-hora próprio e um percentual de dedicação diferente dentro do processo: coordenador, NDE, bibliotecário, entre outros. A hora de um coordenador não vale o mesmo que a de um bibliotecário.
As atividades de bibliografia e padronização concentram um dos maiores percentuais de esforço — o que a ARS chamou de "o coração atual da plataforma".
Resultado da conta acima, na média e sem aplicar complexidade. Somando o custo de todos os PPCs abrangidos pela contratação — cada um ajustado pelos seus fatores — chega-se ao CTPPC (Custo Total Ponderado da carteira de PPCs), que é a base sobre a qual o preço é calculado.
Cada nível amplia o escopo funcional e, com ele, a redução operacional que a IES obtém — o que justifica capturar uma fatia maior do valor gerado.
| Pacote | Escopo predominante | Piso anual | Redução operacional | Captura MB | Fator de Captura |
|---|---|---|---|---|---|
| PPC Essencial Organiza |
Estruturação e atualização dos PPCs; cadastros; matrizes, componentes, ementas e bibliografias; integração com o acervo MB; exportação documental. | R$ 12.000 | 25% | 20,0% | 5,00% |
| PPC Gestão Governa |
Tudo do Essencial + workflow, perfis e permissões, aprovações, controle de versões, indicadores, relatórios, notificações, checklists, evidências. | R$ 18.000 | 40% | 22,5% | 9,00% |
| PPC Inteligência Analisa e integra |
Análise de coerência, apoio regulatório avançado, Sala do Avaliador, IA (redação e verificação de incompatibilidades), riscos, planos de ação, dashboards, integrações. | R$ 27.000 | 55% | 25,0% | 13,75% |
Ele é o produto de dois números: quanto do esforço o pacote elimina × quanto disso a MB cobra. No Essencial, o pacote reduz ~25% do esforço e a MB captura 20% dessa economia — logo, 5,00% do custo da carteira.
Equivale ao custo médio de produção de 2 PPCs (2 × ~R$ 6.000 no Essencial). É o mínimo abaixo do qual não compensa comercializar — existe porque muitas faculdades têm um único curso, e cobrar só pela carteira daria um valor inviável.
A sequência executiva de formação do preço, com os parâmetros do relatório. Ajuste a carteira e veja o comportamento do modelo.
0,80 = carteira leve (gestão, humanas, tecnólogos) · 1,50 = carteira pesada (saúde, engenharias, cursos com laboratório e estágio). O contrato de acervo serve só para checar o guardrail — a ARS não o usa como base de cálculo.
Cada componente remunera uma dimensão econômica distinta, sem sobreposição de cobrança. Isso separa o investimento inicial da recorrência anual e das expansões.
Núcleo recorrente. Disponibilização do pacote, suporte, manutenção, infraestrutura e evolução. É o único componente sobre o qual incide o teto comercial.
Parametrização, configuração, migração de informações, capacitação e homologação. Incide apenas no ano 1 — pode voltar em expansões relevantes, novas mantidas ou integrações.
Franquia de editores definida pela faixa de cursos. Cobrança só quando a IES precisa ampliar o núcleo de usuários com permissão recorrente de edição. Visualizadores nunca são tarifados individualmente.
Franquia inclusa; excedente cobrado como expansão de capacidade. Ponto de atenção da ARS: se a plataforma evoluir para uso regulatório amplo, o volume cresce muito — foi citada uma avaliação de Medicina com 30 mil documentos.
Migração assistida, capacitação avançada, integrações, IA aplicada e Sala do Avaliador. Componentes opcionais, a calibrar quando a MB tiver histórico de utilização.
Ano 1: assinatura (ajustada ao teto) + implantação + componentes adicionais.
Anos seguintes: assinatura + componentes variáveis, sem implantação.
O preço-base é referência técnico-econômica. Antes de virar preço final, precisa passar pelo teto comercial que a própria MB define.
Como diretriz de posicionamento, a solução complementar não deve ultrapassar o valor do acervo contratado, salvo decisão estratégica específica. É o mesmo guardrail que a MB já vinha aplicando internamente.
Detalhe importante: o teto incide exclusivamente sobre a assinatura anual. Implantação, editores adicionais e demais componentes continuam calculados pelas suas próprias regras — o teto calibra sem descaracterizar a lógica de custo.
Nas primeiras contratações, a ARS recomenda acompanhar de perto:
A ARS é enfática: o desafio não é vender a solução, é fazer com que ela substitua rotinas manuais já consolidadas. A estratégia de entrada reflete isso.
Primeira etapa concentrada em clientes atuais da MB. A relação existente reduz a barreira de entrada, facilita demonstrar a integração com o acervo e aproveita os canais de relacionamento.
De perfis distintos, com escopo, cursos, usuários, responsabilidades, indicadores e critérios de encerramento/conversão definidos antes do início. IES maiores validam governança e escala; menores testam simplicidade de implantação e o efeito do piso.
Não é cortesia — é a resposta ao risco de baixa aderência. Apoia parametrização, preparação dos dados, definição de responsáveis, capacitação por perfil e o primeiro ciclo de uso, gerando aprendizado estruturado para a MB.
A ARS não recomenda trial amplo da plataforma completa. O raciocínio: como as IES já usam Word, planilhas e drives — percebidos como alternativas sem custo adicional —, uma oferta gratuita abrangente reforça essa comparação, reduz a urgência de mudança, dilui a percepção de valor e dificulta a monetização posterior.
Eventual freemium deve se restringir a diagnóstico, autodiagnóstico ou demonstração parcial — sem disponibilizar gratuitamente o núcleo de construção, workflow e gestão dos PPCs. Condições sem cobrança devem ser temporárias, vinculadas a objetivos de validação e nunca caracterizadas como gratuidade permanente.
Entender o processo atual, os atores, a carteira e as dificuldades.
Mostrar os fluxos mais aderentes e evidenciar a integração com o acervo.
Relacionar à redução de fragmentação, governança e gestão em escala.
Definir pacote, cursos abrangidos, implantação, editores e adicionais.
Responsabilidades, etapas, preparação das informações, acompanhamento.
Verificar uso efetivo, dificuldades, retorno a práticas paralelas, expansão.
A própria ARS delimita: o relatório entrega a arquitetura, os parâmetros e as regras de referência, mas mantém sob responsabilidade da MB as definições necessárias à aplicação comercial. Esta é a lista consolidada.